História
Num contexto de preservação da própria cultura e identidade, as sociedades
secretas ou fraternidades visavam também a preservar as ciências sagradas
ameaçadas pela invasão dos fenícios (que dominou o Egito durante quase um
milênio)e por isso fecharam-se a estranhos ou invasores, tornando-se secretas,
ou confrarias (A Grande Fraternidade Branca, os dirigentes invísiveis, de
Kenneth Burton). Este período foi marcado pelo paralelismo entre a iniciação
esotérica dos eleitos (iniciados ou hierofantes) aos mistérios e o culto de
Osíris e Ísis pelo povo em geral. Surgiu nesta época a figura de Moisés (1.300
a.C.), libertador dos hebreus, autor das sagradas escrituras do judaísmo, que
foi igualmente iniciado nos mistérios de Ísis e Osíris. Datam deste período
também as iniciações de Orfeu nos mistérios de Dionisio; de Pitágoras de Samos,
fundador da importantíssima confraria dos pitagóricos; em 564 a.C. de Sidarta
Gautama, o Buda, que foi um Iluminado e não um iniciado; Jesus junto à escola
dos essênios, que foi uma outra ramificação da GFB (A Grande Fraternidade
Branca, os dirigentes invísiveis).
Dentre estas, várias outras sociedades hoje se proclamam descendentes dessa
antiqüíssima fraternidade, dentre elas a Maçonaria, Ordem Rosacruz (AMORC),
Movimento Eu Sou, Ponte para a Liberdade, Movimento da Consciência Suprema Una,
a Summit Lighthouse e a própria Sociedade Teosófica.
Sociedade Teosófica, como surgiu o termo GFB
Foi com Helena Blavatsky, na fundação da Sociedade Teosófica em 1875, que a
idéia de uma irmandade oculta se tornou de fato popular. No entanto ela nunca se
referiu a esta fraternidade com este nome, e que esta é uma terminologia do
século XX. A denominação de branca é uma referência à luz branca, cósmica ou
incolor que circunda o corpo dos mestres, como se fosse a aura. Só após a morte
de Blavatsky é que se vinculou com maior ênfase a GFB à Sociedade Teosófica,
especialmente a Seção Adyar, sob o comando de Annie Besant e Charles Leadbeater,
e as obras de Alice Bailey (um dos ivros mais famosos chama-se A Hierarquia).
A partir do surgimento da S.T. estes foram os dirigentes:
Helena Petrovna Blavatsky, que foi sucedida por Annie Besant.
William Q. Judge, que deixou para criar a própria organização.
Annie Besant, sucedida por Charles W. Leadbeater.
Rudolf Steiner deixou a organização nesta época.
Charles W. Leadbeater, sucedido por Jiddu Krishnamurti, que seguiu autônomo,
fundando a Ordem da estrela.
Cyril Scott, David Anrias, Jinarajadasa e Geoffrey Hodson.
Sete raios de luz
Segundo Charles Leadbeater, a GFB é representada pelos chamados Sete Raios de
Luz, ou os correspondentes, os sete mestres ascencionados. Cada um dos raios
equivale a uma das cores dos sete raios do arco-íris; são eles:
El Morya -- Primeiro Raio, cor azul-celeste
Lanto -- Segundo Raio, cor amarelo-ouro
Paulo Veneziano -- Terceiro Raio, cor rosa
Serapis Bey -- Quarto Raio, cor branca
Hilarion -- Quinto Raio, cor verde
Nada -- Sexto Raio, cor púrpura-dourado
Saint Germain -- Sétimo Raio, cor violeta
